sábado, 12 de novembro de 2016

Maxxi


Eu não estava lá quando você nasceu naquela quarta-feira dia 27 de maio, mas amei você desde aquela quarta-feira dia 05 de agosto, quando te vi embaixo do carro, abanando o rabo pra mim numa mistura que julguei ser de alegria e medo, mas que na verdade era uma timidez gentil que lhe acompanhou durante todos os dias da sua vida. 

Você veio da sua cidade natal até a minha, onde alegrou dias numa casa que já não era mais a minha casa, embora no fundo, de alguma forma, vá sempre ser. 


Você não quis ser “de” ninguém. Não tinha donos, só amigos. 


Você era de todos, alegrava todos e gostava de todos sem distinção. 


Você era o filhote preterido da ninhada, ligeiramente desproporcional, muito tímido, não gostava de passear, não entendia muito bem a dinâmica das brincadeiras. Era diferente de um jeito todo seu.


Tornou-se o pastor mais bonito, mais gentil e mais verdadeiramente bom de que já se teve notícia.
Aprendi de você um tipo de amor leve e despretensioso difícil de tentar explicar. 


Aprendi com você a respeitar o espaço daqueles que são diferentes, esperar o tempo dos outros e a não abandonar os amigos. Você entendia a solidariedade de um nível impossível pra mim e sempre foi motivo de reflexão. 


Na quarta, dia 16 de novembro você tinha um encontro quase certo com os amigos que já tinham cruzado a ponte, mas a história da sua vida, cheia de quartas-feiras terminaria num sábado dia 12, da forma como foi desde o princípio: Tranquila, sem alarde, de uma serenidade muito digna e silenciosa.
 

Meu coração partido está cheio de fragmentos das coisas que você me ensinou e quando ele parar de doer essa dor aguda e pungente, conseguirei rir feliz lembrando os bons momentos que não precisam ser gravados em tinta, porque não podem ser apagados com nenhum substrato.
 

Maxxi, só obrigado.
De coração.








sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Quero Bolinho!


Sou paulista e moro em BH.
Sempre que estou lá na minha terra as pessoas perguntam da vida na capital mineira.

Sempre respondo que quando mudei para BH, entendi o que é turismo gastronômico.

A comida é forte e encorpada, salões de beleza e academias simplesmente brotam em todas as partes, assim como lojas de açaí e espetarias.

E tem cada morro que não dá pra carro 1.0 nem fazendo figa! (Pra que academia?!)

Mas o trânsito...! Que medo!!
Eu sendo paulista do interiorrr e estando acostumada ao trânsito da capital e das rodovias do estado todo, depois de ser estradeira por uma vida toda, fiquei passada. (É a única coisa com a qual não consigo me acostumar...)

Mas logo de cara, nos meus primeiros dias dirigindo pelos morros, estradas e ruas daqui, encontrei os bolinhos. Ah! Os Bolinhos!!

querobolinho.com.br

Os bolinhos são uma invenção da grafiteira Maria Raquel Bolinho, estão espalhados por toda a Belo Horizonte (e por outras partes mais) e -descobri recentemente- são xodó dos belo-horizontinos!

Os bolinhos alegram minhas incursões por esse meu novo lar e me fazem rir ao volante.

querobolinho.com.br

 No site querobolinho.com.br, tem mais informações sobre os bolinhos e até o mapa de onde eles estão. Cada dia tem mais bolinhos saindo do forno e isso me motivou a fazer um fanart... Minha versão atual, nas Minas Gerais, em forma de bolinho, com direito a Chia e sapatilha de plástico.



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Info: Todas as fotos são do site oficial do bolinho da grafiteira Maria Raquel e estão reproduzidas aqui a título de divulgação. O fanart foi feito pela autora dessa postagem.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Sobrancelhas


Um diálogo que acontece com certa frequência, com conhecidas e desconhecidas:

"Onde você faz suas sobrancelhas?"
Eu faço em casa... 
"Você é designer?"
Sou designer... Mas não de sobrancelhas.

Quando comecei a fazer as sobrancelhas em casa, comecei por uma questão prática: Detesto ir aos salões de beleza por causa dos "tem".
Tem que marcar hora, tem que esperar, tem que escutar uns papos tão chatinhos...

Depois de um tempo comecei a fazer as sobrancelhas das amigas.
Eu não sou designer de sobrancelhas e não recomendo que todo mundo saia tentando...

É um dinheiro super bem gasto nos estabelecimentos e com as profissionais da área de beleza, mas se você é farinha do mesmo saco que eu (o saco do do it yourself), seguem 3 dicas preciosas:


1. Respeite o desenho da sobrancelha.

Se você quer a sobrancelha igualzinha a daquela famosa, reavalie! Moldar as sobrancelhas depende da quantidade e da localização dos fios; você sempre pode tirar fios, mas não pode inserir onde eles não existem e precisará esperar crescer onde foram removidos indevidamente.

Respeitando o desenho é mais fácil fazer a manutenção.

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2.Considere pintar com tinta.

Muitas mulheres de diversas faixas etárias tem aderido à sobrancelha definitiva por causa da praticidade, melhora no processo e no preço.


Meu problema com o definitivo é que ele é definitivo. (Obviedades à parte, nunca gostei de nada que fosse permanente, porque gosto de poder mudar de ideia e porque a quantidade de erros que surgem nesses processos é assustadora).

Conte ai nos dedos quantas sobrancelhas definitivas você viu e achou que ficaram artificiais ou esquisitas.

Se a sua sobrancelha é muito clarinha, considere pintar com tinta: Existem no mercado as tintas específicas para cílios e sobrancelhas, como a refectocil e a tintocil e muita gente usa a tinta regular de cabelo ou as tintas sem água oxigenada como a bigen e a natucor (É necessário frisar que não estou recomendando o uso de tinta não específica para sobrancelhas e que mesmo essas precisam ser testadas antes.)

Os prós e contras: Fica muito mais natural e dura de 6 a 20 dias dependendo do tipo de pele. ( É pró e contra ao mesmo tempo: Algumas pessoas gostam beeem marcado e sim, tem que ficar refazendo sempre. Mas ei... Não é assim como a esmaltação e outras chatices das rotinas de beleza femininas?)

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3. Como fazer o desenho?

Comece limpando.
A teoria é aquela que você já viu aos montes: a sobrancelha começa logo próximo da linha reta de onde começa o olho, o arqueado acompanha o meio e termina na última linha imaginária saindo do final do olho.

Na teoria a prática é outra.

A sobrancelha da maioria das mulheres está fora de pelo menos um dos pontos; Começa ou termina antes da linha imaginária, nem sempre arqueia no ponto desejado, faltam ou sobram muitos pelos.

C'est la vie.

Tire os que estão antes ou depois e acerte as falhas com lápis.
 Na dúvida volte ao primeiro ponto: Respeite o desenho original.



Na prática: 1. Sobrancelhas muito cheias são mais moldáveis que sobrancelhas ralas.

 2. Ás vezes aparecem pelos que você nem sabia que tinha, após a tintura.

 3. Os preenchedores de sobrancelhas em pasta deixam o conjunto muito artificial. Prefira sombra ou lápis ao preencher e use a cor correta. (Já vi verde musgo fosco ser a cor perfeita!)

4. Lápis Universal não é universal, claro. Só para tons de pele claro e medianos.
 

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Info: Fotos e ilustração feitos pela autora.


terça-feira, 9 de agosto de 2016

oGp


Meu primeiro blog solo, oGp foi publicado de 9 de agosto de 2004 a 9 de agosto de 2011.


Me lembro de muitas coisas divertidas que publiquei por lá nos sete anos de duração do gato preto.
Escolhi o nome que é super manjado, porque na época tinha escrito um texto sobre expectativas para o futuro, que incluíam ter um um gato preto, macho, vira-latas.

De lá pra cá já se vão doze anos.
Fazem cinco que o blog o gato preto foi encerrado.
De lá pra cá mudei de estado civil, de cidade e de estado.
Fazem seis meses que tenho um gato preto vira-latas que adotei como sendo macho e que é, na verdade, muito fêmea.

Quem disse que a vida é cheia de surpresas, sabia o que estava falando.

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Info: Ilustração feita pela autora. 
O blog OGp não está mais no ar e agora somente existe nos arquivos de backups.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Arquétipo


Esse desenho é de outros idos, que achei por acaso aqui nos meus arquivos.


Não é que eu não goste das princesas... Eu gosto.
Mas a vida real não combina com o arquétipo.

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Info: Ilustração feita pela autora. As princesas da Disney tem direitos reservados e foram retratadas como fanart.