sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Obama de casa nova


O gato preto ganhou casa, comida e roupa lavada com uma família super bacana e eu até eu ganhei novas amigas.




Depois de se mudar daqui com 46 dias de difícil convivência com a Chia, logo de cara, ele encheu de ciúme o Paçoca, que agora é um mix de "irmão" e "mãe".

Obama foi o nome que a nova família escolheu e o pequeno continua mamador e elétrico, obcecado por água de box do banheiro.

Continua no banho semanal prescrito pelo vet para evitar a volta do fungo e adora tomar banho de sol, hábito que já ensinou para o branquinho.

Resumindo assim parece fácil, mas rolou muito feliway, floral e preces nessa adaptação feita em tempo recorde: Em menos de uma semana! (Não, isso não é normal... O Obama era mesmo um gato preto da sorte).



Guia super resumido da Adaptação Felina


O que esperar com certeza:

- Pelo menos 30 dias de fuzz e stress.
- Ciumeira, choradeira, mordeção, arranhação.
- Furto de comida ou brinquedo.
- Bater aquela vontade de desistir no primeiro dia.

O que não esperar, com certeza:

- Adaptação em menos de uma semana.

O que não fazer de jeito nenhum:

- Trancar os dois animais no mesmo recinto ou pegar os dois no colo juntos à força.
- Deixar os gatos sozinhos de cara, sem supervisão.
- Não isolar um gato não vacinado, não testado para FIV/ FeLV.

Sinais para repensar ou interromper a socialização:

- Animal parou de comer, beber ou defecar por mais de 2 dias.
- Mordidas com perfuração.


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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Irônico

Escuto mentalmente a música "Ironic" de Alanis Morissette enquanto escrevo essa postagem.


Muitos anos atrás, eu queria um gato preto, macho, de rua.
Escrevi um texto sobre isso e tive um blog com esse nome que durou sete anos, um ano para cada vida de gato.

Em meados de dezembro passado, numa noite chuvosa, numa ruela escura, resgatei um gato preto.

Macho, retinto, bonzinho, de rua.

Resgatado da Rua
Trobamicina, sulfa, vermífugo, advocate e cetodine, todos prescritos pela vet e no espaço de um mês e pouco, o pequeno dobrou de tamanho e é um pacote ronronante que segue tentando mamar em tudo e em todos.

Ele é o gato do meu texto em muitos aspectos e está para adoção, com uma dona interessada em esperar ele sarar do fungo.

Ele só se atrasou dez meses.

Mas nesses dez meses, cansei de esperar e a vaga foi preenchida por uma gata preta que não ficou realmente bem com o pequeno nem à base de feliway e floral.


And isn't it ironic ... don't you think?

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Sobre Síndrome de Pica em Gatos

Cerca de dois meses após a castração da minha gata, ela voltou para o centro cirúrgico para uma cirurgia de emergência. O resumo da ópera: Tinha comido 5 elásticos de cabelo (Também chamado de Lacinho, xuxinha, gominha, ou rabicó, dependendo da região geográfica do Brasil).
Pica / Castração

Eu descobri que algo estava errado logo nas primeiras 24 horas.

Foi rápido porque a Chia tem um amor supremo na vida: Comer.

Ração, sachê, carne fresca, nada descia.
Foram menos de 24 horas nesse impasse e ela começou o ritual do vômito.

Não era bola de pelo. Escovação estava em dia.

A gosma que veio no vômito tinha uma cor e uma textura estranha e logo vi que era um elástico de cabelo. Depois veio outro. Duas horas depois mais outro. Mais um veio depois.

Ai foi só vômito de bile. A veterinária foi acompanhando tudo em tempo real pelo whatsapp. Decidimos fazer uma ultrassonografia só por desencargo de consciência, afinal como podia caber mais alguma coisa no estômago de uma gata filhote?!

Mas cabia.

O quinto elemento estava lá e não tinha planos de sair. Endoscopia não estava disponível. Toca levar a bichana pra operar.

Os elásticos ingeridos
O elástico estava caminhando pro intestino e foi removido cirurgicamente com sucesso.
O pós operatório foi aquela festa; A gata se furou tentando fugir da gaiola no período em que ficou internada e ficou parecendo um pikachu preto com duas bolas vermelhas simétricas embaixo de cada olho.

Quando voltou pra casa passou vinte minutos estressada e depois dormiu por quase 24 horas seguidas. Comeu a comida úmida prescrita, evacuou, dormiu como se não houvesse amanã.

Em menos de uma semana, só a pelagem raspada delatava a aventura anterior.

Chia é resiliente, se é que se pode adjetivar um gato dessa forma.
Ela sobreviveu a uma lista imensa, desgastante e cara de doenças e ainda não tem 12 meses.

A ópera aliás tem um nome: Síndrome de Pica.
Não é só porque seu bicho de estimação comeu alguma coisa que não é comida que ele tenha pica.
O diagnóstico depende das razões e da frequência dessa ingestão indevida.

Minha gata tem predileção por objetos têxteis, que podem ser novos, usados, limpos ou sujos. Ela come escondido, foge com eles, engole se você der a menor bobeira. Mesmo depois do pente fino já tive o desprazer de ver uma fita de cetim de 30 cm saindo no número 2.

A síndrome de pica é mais comum em cachorros e não há um consenso sobre o que a ocasiona; deficiência alimentar, separação precoce da mãe ou distúrbio psicológico. Não tem cura, mas há controle de danos. No caso, controle de objetos têxteis.

Viver com um animal com a tal da síndrome de pica envolve um controle chato de objetos e ter uma reserva financeira para cirurgias de emergência, mas no mais é muito parecido com ter um animal normal.

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sábado, 12 de novembro de 2016

Maxxi


Eu não estava lá quando você nasceu naquela quarta-feira dia 27 de maio, mas amei você desde aquela quarta-feira dia 05 de agosto, quando te vi embaixo do carro, abanando o rabo pra mim numa mistura que julguei ser de alegria e medo, mas que na verdade era uma timidez gentil que lhe acompanhou durante todos os dias da sua vida. 

Você veio da sua cidade natal até a minha, onde alegrou dias numa casa que já não era mais a minha casa, embora no fundo, de alguma forma, vá sempre ser. 


Você não quis ser “de” ninguém. Não tinha donos, só amigos. 


Você era de todos, alegrava todos e gostava de todos sem distinção. 


Você era o filhote preterido da ninhada, ligeiramente desproporcional, muito tímido, não gostava de passear, não entendia muito bem a dinâmica das brincadeiras. Era diferente de um jeito todo seu.


Tornou-se o pastor mais bonito, mais gentil e mais verdadeiramente bom de que já se teve notícia.
Aprendi de você um tipo de amor leve e despretensioso difícil de tentar explicar. 


Aprendi com você a respeitar o espaço daqueles que são diferentes, esperar o tempo dos outros e a não abandonar os amigos. Você entendia a solidariedade de um nível impossível pra mim e sempre foi motivo de reflexão. 


Na quarta, dia 16 de novembro você tinha um encontro quase certo com os amigos que já tinham cruzado a ponte, mas a história da sua vida, cheia de quartas-feiras terminaria num sábado dia 12, da forma como foi desde o princípio: Tranquila, sem alarde, de uma serenidade muito digna e silenciosa.
 

Meu coração partido está cheio de fragmentos das coisas que você me ensinou e quando ele parar de doer essa dor aguda e pungente, conseguirei rir feliz lembrando os bons momentos que não precisam ser gravados em tinta, porque não podem ser apagados com nenhum substrato.
 

Maxxi, só obrigado.
De coração.








sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Quero Bolinho!


Sou paulista e moro em BH.
Sempre que estou lá na minha terra as pessoas perguntam da vida na capital mineira.

Sempre respondo que quando mudei para BH, entendi o que é turismo gastronômico.

A comida é forte e encorpada, salões de beleza e academias simplesmente brotam em todas as partes, assim como lojas de açaí e espetarias.

E tem cada morro que não dá pra carro 1.0 nem fazendo figa! (Pra que academia?!)

Mas o trânsito...! Que medo!!
Eu sendo paulista do interiorrr e estando acostumada ao trânsito da capital e das rodovias do estado todo, depois de ser estradeira por uma vida toda, fiquei passada. (É a única coisa com a qual não consigo me acostumar...)

Mas logo de cara, nos meus primeiros dias dirigindo pelos morros, estradas e ruas daqui, encontrei os bolinhos. Ah! Os Bolinhos!!

querobolinho.com.br

Os bolinhos são uma invenção da grafiteira Maria Raquel Bolinho, estão espalhados por toda a Belo Horizonte (e por outras partes mais) e -descobri recentemente- são xodó dos belo-horizontinos!

Os bolinhos alegram minhas incursões por esse meu novo lar e me fazem rir ao volante.

querobolinho.com.br

 No site querobolinho.com.br, tem mais informações sobre os bolinhos e até o mapa de onde eles estão. Cada dia tem mais bolinhos saindo do forno e isso me motivou a fazer um fanart... Minha versão atual, nas Minas Gerais, em forma de bolinho, com direito a Chia e sapatilha de plástico.



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Info: Todas as fotos são do site oficial do bolinho da grafiteira Maria Raquel e estão reproduzidas aqui a título de divulgação. O fanart foi feito pela autora dessa postagem.